Sobre

Pensar a realidade é, sem dúvidas, um dos exercícios mais valorosos ao desenvolvimento de toda sociedade. O pensamento social que se estabeleceu como ciência propriamente dita no século XX, sempre permeou as reflexões dos pensadores de todos os tempos, que buscavam compreender as dinâmicas das relações sociais e culturais na constituição do cotidiano de cada época. Assim, os tratados de muitos pensadores do passado, que debruçaram sobre os modos como o homem constrói seu tempo, possibilitou a descoberta e a reinvenção de novos sistemas políticos, legais, culturais e econômicos que se tornaram marcos do desenvolvimento da humanidade.

Podemos citar inúmeros exemplos da importância de tantos pensadores que, em determinado momento, distanciaram‐se de uma reflexão, por assim dizer, metafísica e abstrata, para empreender ideias e análises focadas objetivamente nos meandros da realidade social e cultural. Shakespeare nos permitiu compreender como o jogo das relações interpessoais influencia notadamente a nossa vida social e política. Rousseau, Locke e Montesquieu nos deram a base teórica da transição de um mundo monárquico para um sistema democrático, assim como as ideias de Adam Smith e Quesnay nos permitiram afastar o fantasma escravocrata e feudal para um modelo de livre concorrência. Esses são apenas alguns de muitos exemplos de pensadores que contribuíram sobremaneira para o desenvolvimento humano ao longo do tempo, a partir do pensamento social.
O objetivo do presente projeto é difundir o conhecimento e as obras de pensadores e empreendedores brasileiros contemporâneos, contribuindo, assim, para o fortalecimento da produção intelectual, literária e cultural do país. Entende‐se como pensamento social e cultural toda reflexão acerca de questões relacionadas à vida em sociedade, tais como direitos e deveres, leis, política, relação do homem com os meios de produção e consumo, acesso à cultura, urbanização, economia, relações e alocações de recursos, direitos humanos, a importância do empreendedorismo e inovação; assim por diante. Para tanto, o projeto convidará autores brasileiros que tenham escrito obras sobre os mais diversos temas do contexto buscando resgatar a história e a cultura local.
Os eventos ocorrerão em universidades públicas e privadas, além de espaços específicos para a realização de eventos, ou seja, em locais já adequados por lei à acessibilidade de pessoas com deficiência e idosos. Apesar disso, se se fizer necessário, o projeto se compromete a garantir total acessibilidade a seu público, instalando novas rampas de acesso, melhorias na sinalização e outras formas estruturais.
A participação é gratuita, validada por meio de inscrição online e aberta a qualquer pessoa interessada. Esses dados serão essenciais para emissão de certificados validados como horas complementares para estudantes.
É um fato que existe uma crescente produção literária do pensamento social brasileiro na atualidade, que vem buscando compreender os fulcros das relações sociais do país em seus aspectos políticos, legais, culturais, ambientais, econômicos e assim por diante. Nomes como Joaquim Nabuco, José Osvaldo de Meira Penna, José Guilherme Merquior, Roberto Campos, Francisco de Assis Almeida Brasil, Eugenio Gudin e muitos outros publicaram notórias obras do pensamento brasileiro, enriquecendo o debate sobre o nosso contexto social e cultural contemporâneo.

Entretanto, podemos afirmar que, embora essas obras contenham inegável valor literário e humanístico, elas ainda são pouco exploradas e discutidas. Sua leitura acaba permanecendo circunscrita aos programas de algumas disciplinas acadêmicas, ou aos próprios especialistas de cada área e, no máximo, a estudantes mais engajados em realizar leituras individuais.

Neste sentido, o presente projeto pretende estimular a discussão de novas obras do pensamento econômico, social e cultural brasileiro, ao levar às universidades pensadores para apresentarem e debaterem diversas obras brasileiras. Por se tratar de eventos que visitarão todos os estados brasileiros, estamos certos de que essas obras poderão ser mais consumidas e, assim, inspirar às novas gerações a empreender suas próprias produções.

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